Sobre O Tatame Sessions|Conheça os ilustradores da segunda edição Ao Vivo

O projeto Sobre O Tatame Sessions traz hoje, às 19h, vários show de artistas maranhenses como Paulão, Camila Reis, Núbia, Regiane e Gugs, sendo com entrada gratuita, nesta quinta-feira (6), no Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), na Avenida Henrique Leal, Praia Grande.

Para valoriza ainda mais os artistas, o site Sobre o Tatame convidou seis ilustradores para criarem ilustrações dos artistas que compõem o line-up da segunda edição do SobreOTatame Sessions ao vivoSão três homens e três mulheres, todos negros e com muito talento e personalidade.

Conheça, abaixo, cada um deles:

Caju (Instagram @carloss.caju)

Caju (Instagram @carloss.caju)
Carlos Augusto/Foto: Divulgação.

Carlos Augusto (mais conhecido como Cacau) é Publicitário, Diretor de Arte e proprietário do Caju Estúdio, além de ser grafiteiro do Coletivo Irmãos de Rua Crew.

Ele desenha antes mesmo de aprender a escrever e, como ilustrador, desenvolve um estilo onírico cheio de influências do Surrealismo, Doodle ArtLinework e Zentangle.

Luã (Instagram @elefantelunar)

Luã (@elefantelunar)
Luã/Foto: Divulgação.

Luã Campos é designer, ilustrador e músico na banda Casarão Verde, imprimindo constante caráter inventivo em múltiplas áreas. Sua linguagem criativa é parte de universos que agregam conceitos identitários contemporâneos, explorando sua vivência em diferentes cores e texturas.

Natural de Pinheiro, município no interior do Maranhão, enveredou-se nas camadas artísticas na infância, influenciado, principalmente, por movimentos como o Doodle Art, o Muralismo e o Surrealismo. Seu traço tornou-se fluido e imponente, carregado de significantes cósmicos. Construiu, linearmente, cenários em preto e branco, em cores quentes e em cores frias.

Em seu novo momento como ilustrador, procura novas experiências com traços e cores, expandindo suas criações através de metáforas existencialistas e reflexões sobre memória em diferentes tempos e estéticas.

Tassila Custodes (Instagram @tassilacustodes)

Tassila Custodes (@tassilacustodes)
Tassila Custodes/Foto: Divulgação.

Para Tassila Custodes, ser artista, ser negra e ser nordestina é lutar todos os dias contra todas as formas de opressões – inclusive, a desvalorização da arte negra. “Faço tudo de uma forma livre e autodidata, sinto que naturalmente as coisas vão acontecendo. Acredito que a arte é revolução, e não existe revolução se as pessoas não se sentirem representadas, através da minha arte eu represento meu povo”, pontuou a artista.

Entre os objetivos do trabalho da artista, está a valorização da beleza negra. “Essa beleza tão desconhecida/desrespeitada por uma sociedade racista. A arte é forte para transformar toda uma estrutura social,  e eu estou disposta para fazer isso”, acrescentou.

Igor iges (Instagram @_origes)

Igor iges (@_origes)
Igor Iges/Foto: Divulgação.

Igor Iges – conhecido como Origes – é um artista maranhense que estampa sua marca em diversas superfícies de São Luís, com uma estética original através do Graffiti, da tatuagem e da sua marca de roupas.

A concepção dele nasce da necessidade de um resgate cultural, de um movimento de resistência e da luta para deixar a identidade maranhense enaltecida em muros, peles, telas, tecidos, etc.

O Cazumbá (personagem da manifestação folclórica do bumba-meu-boi) leva a fisionomia dessa marca junto com cenários característicos da cidade de São Luís. “Não imposta a superfície ou o material, nosso nome e nossa resistência estará lá!”, afirma Origes.

Taís Geburt (Instagram @taisgbt)

 

Taís Geburt, de 25 anos, é ilustradora freelancer. Se dedicou a aquarela, mas ama experimentar e trabalhar com técnica mista; tenta trabalhar a expressividade e o universo feminino a partir das pinceladas.

Atualmente, estuda Artes Visuais na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). “A arte me permite entender minhas evoluções pessoais”, pontua a artista.

Gê Viana (Instagram @indiioloru)

Gê Viana (Instagram @indiioloru)
Gê Viana/Foto: Divulgação.

Lançando mão de uma estética a partir da fotomontagem, Gê Viana cria um caminho na arte que parte da ideia de denúncia. No ato de fotografar corpos, ela assume vários recortes, retornando um segundo corpo contando uma história, criando lambe-lambe em experimentos de intervenção urbana/rural.

Esta expressão artística não-linear e a pesquisa do corpo performático e dos corpos abjetos (corpos marginalizados e invisibilizados, salve seu gueto) marcam o trabalho da ilustradora.

Sobre O Tatame Sessions

Sobre O Tatame Sessions foi idealizado pelo jornalistas Gustavo Sampaio e Jonas Sakamoto, redatores do site Sobre O Tatame, que tem o objetivo de incentivar e apresentar a música produzida no Maranhão. “O objetivo do Sobre O Tatame Sessions é valorizar o cenário da música autoral maranhense, um resgate de que aqui existem grandes talentos. Ao mesmo tempo, o show mostra a nossa força colaborativa com os artistas para, futuramente, imergir no mercado de maneira profissional, séria e valorizada”, pontuou Jonas Sakamoto, criador do site Sobre O Tatame, que já soma mais de 150 mil acessos.

O evento serve como uma extensão do que vem sendo desenvolvido no site, como pontua Gustavo Sampaio, um dos organizadores da apresentação. “Nossa intenção é que o público de São Luís se aproxime ainda mais da música maranhense, acompanhando o que é produzido e lançado. A forma que encontramos para mostrar os grandes talentos que temos foi divulga-los virtualmente e colocarmos todos juntos no palco”, afirmou.

Pátio Aberto 2018

O show Sobre O Tatame Sessions foi uma das 44 propostas selecionadas para o Pátio Aberto 2018, do Centro Cultural Vale Maranhão. Ao todo, foram mais de 200 inscrições.

Para este ano, foram selecionados 32 shows e apresentações, três espetáculos de dança e teatro, seis oficinas e três mostras de audiovisual, com a participação de projetos de Axixá, Bacabal, Bom Jardim, Itapecuru-Mirim, Monção, Rosário, Santa Rita, além de São Luís e as cidades vizinhas de Paço do Lumiar e Raposa.

A programação do Pátio Aberto será realizada até o mês de março de 2019, de forma gratuita e aberta ao público.

Serviço:

Quando: 6/12;
Horário: 19h;
Quanto: entrada gratuita, aberta a todos os públicos;
Onde: CCVM, Av. Henrique Leal 149, Centro.